O Planeta dos Macacos - tradução (Capítulo IV - continuação)
Nós ficamos um longo tempo imóveis e em silêncio, depois de fazer contato com o sol. Talvez esta atitude pareça surpreendente, mas sentimos necessidade de nos recolher e de concentrar nossa energia. Nós estávamos imersos em uma aventura mil vezes mais extraordinária do que aquela dos primeiros navegadores terrestres e preparávamos nosso espírito para enfrentar as singularidades que atravessaram a imaginação de diversas gerações de poetas à propósito de expedições interestelares.
Sobre a tradução e créditos ler aqui.
Escrito por Elisa Andrade Buzzo às 09h32
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O Planeta dos Macacos - tradução (Capítulo III)
A exaltação causada por tal espetáculo não pode ser descrita: uma estrela, ainda ontem um ponto brilhante entre o aglomerado de pontos anônimos do firmamento, se desprendeu pouco a pouco do fundo negro, e inscreveu-se no espaço com uma dimensão, aparecendo de início como uma noz cintilante, depois se dilatou ao mesmo tempo em que o tom se reiterava para se parecer com uma laranja, se juntou ao cosmos com o mesmo diâmetro aparente que tem nosso astro familiar do dia. Um novo sol nascia para nós, um sol avermelhado, do qual nós já sentíamos a atração e o calor, como o nosso em seu declínio.
Tradução que fiz de trecho de La planète des singes (1963), livro do escritor francês Pierre Boulle, que deu origem ao clássico filme O Planeta dos Macacos (Planet of the apes - EUA, 1968).
Escrito por Elisa Andrade Buzzo às 12h17
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