Potência dos sentidos
eu, silêncio que toca
lentamente sobre os lábios;
eu, odor fresco,
atravessado na luz;
eu, sonho de mim,
numa língua de medo.
como posso conhecer as vozes
adormecidas que sinto cá dentro?
oiço um ser que só quer ser feliz.
*
Distância
aqui o silêncio é um defunto
que à chuva rasteja
sozinho, triste e excitado
percorre milhas irreconhecíveis
de distância.
Poemas de Sónia Bettencourt em Pena e Pluma - Pena y Pluma (Demônio Negro, 2007)
Escrito por Elisa Andrade Buzzo às 12h51
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