jazz dose melancólica quer chorar batida de samba estridente logo se apruma sorrindo fortíssima se desafina se conhece sai desavergonhada improvisada voz sai de vez violenta ao invés de se enfeitar valentia voz da vez vocifera verborrágica uma vez vibrante vocálica vo-zinha sacolejo de pandeiro molengolengo vis-à-vis nota escorrida guitarra macia assim duma vez bis Elis.
Javier Díaz Gil, Hallazgo de la visión, 2000. Escrito por Elisa Andrade Buzzo às 07h13
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Militar na poesia é preciso? "Acredito que se você escreve livros buscando fazer o melhor, escreve na internet, edita revistas, organiza eventos, tudo isso são formas de militância. Mais do que isso, é ação, que é o que interessa. Não adianta pegar o megafone e ir protestar na porta do Ministério da Cultura. Cadê os poemas, os livros, a produção? Para mim é isso que interessa. Acho que vale a pena tentar equilibrar essas duas coisas, continuar produzindo e discutindo."
Mimos para começar o dia (texto de Cristiane Lisbôa) Mergulhei nos potes de tinta guache azul céu que são teu olhos e nadei até ficar rouca. Quando tocaste a música que gosto, saí daquele mar dentro de potes, de céu, de tinta e dancei até as estrelas transmutarem em sol, bom dia, ainda é cedo. Teu beijo tem um gosto de sorvete de morango com calda de mel e o resto a nossa volta é sempre deliciosamente mentiroso.
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Lançamento do novo livro da Annita, “nesta cidade e abaixo de teus olhos”
Clara, queria te escrever há tempos mas a cada vez me faltava fôlego na subida pros correios deste bairro montanhoso
(...)
algumas distâncias intransponíveis entre nós algumas distâncias, Clara, algumas distâncias falhas algumas falhas o fôlego que tento transpor nestas linhas recupero algumas distâncias com as quais te escrevo deste bairro montanhoso e cinza ao amanhecer na cidade em construção a constrição nestes intransponíveis versos entre nós que transponho aqui nesta cidade e abaixo de teus olhos
algumas entre nós tão intransponíveis distâncias, Clara.
(...)
tão intransponíveis distâncias tantas falhas que talvez nem falte resposta ou sobre uma correspondência lacrada alguns meses gestando mensagens ocultas sobre a mesa meu envelope selado exibe teu endereço teus terrenos esta distância que nos separa esta intransponível distância, Clara, estas estradas tão distantes e tardias entre nós
(...) Em nesta cidade e abaixo de teus olhos, de Annita Costa Malufe (7 Letras, 2007). Lançamento no dia 4 de março de 2008 na Cantina d'Amico Piolim (Rua Augusta, 311, a partir das 19h30, São Paulo - SP). Escrito por Elisa Andrade Buzzo às 10h06
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Etezina
Elisa says: (15:22:49) voce sabe quem é a ETEZINA!!!! Elisa says: (15:22:54) e eu? Elisa says: (15:22:58) quando fico feliz? Elisa says: (15:23:18) é a pudi, se voce olhar ela bem de pertinho nos olhos, sem oculos, vai ver que ela parece um ête Elisa says: (15:23:22) et6e Elisa says: (15:23:24) etê Elisa says: (15:23:53) ela é um etê. voce nao sabia que um disco voador passou por vinhedo na noite em que voce achou ela? Elisa says: (15:24:12) ela é uma mensageira do espaço, mas os etês arrancaram todos os neuronios dela Elisa says: (15:24:20) pra ela nao contar nada de como sao os etês na verdade Elisa says: (15:24:57) mas só deixaram dois neurônios pra ela conseguir sobreviver Célia Buzzo says: (15:25:14) boba Elisa says: (15:25:17) se voce olhar bem fundo nos olhos dela, vai ver que ela é ume etezina Elisa says: (15:25:19) é verdade Elisa says: (15:25:20) olha ai Célia Buzzo says: (15:25:21) ela tá uma delicia Elisa says: (15:25:24) pára Célia Buzzo says: (15:25:27) apertei ela agora a pouco Elisa says: (15:25:33) ela é um extra terrestre Elisa says: (15:25:36) cuidado Célia Buzzo says: (15:25:39) a louça Elisa says: (15:25:40) ela pode ser radioativa Célia Buzzo says: (15:25:42) tchau Elisa says: (15:25:49) voce vai ter selenio nos ossos Elisa says: (15:25:50) quer isso? Elisa says: (15:25:56) ficar azul?